sexta-feira, 19 de outubro de 2012

falar pra tirar de dentro


sabe o que mais doi?

eh quando vc espera alguma coisa de alguém – ok, ja comecei errado pq nunca devia esperar nada de ninguém –, mas simplesmente pq vc acha que a pessoa gosta de vc e ela nao age assim.

eh sempre a porra da expectativa.

e vc espera que as pessoas venham te ouvir, te perguntar e elas insistem em achar que vc está fazendo show, pura e simplesmente.

como eu gostaria que, algum dia, elas se sentissem mal, como eu tenho me sentido por simplesmente ter sido “fiel” a mim mesmo, colocando um “basta” dessa forma, já que ninguém tinha acreditado que eu precisava de colo e já estava passando dos meus limites...

e o que mais me surpreende é ouvir que “eu deveria parar de ter dó de mim mesmo...”

sério: alguém com baixa autoestima sente dó de si mesmo? ou faz questão de se anular em função de outro pq está com dó de si e não do outro?

é hora de tirar o time de campo e procurar outro cidade pra jogar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Swimming", Tracey Thorn

Tinha muito tempo que eu não ouvia algo assim. Tracey (as always) me encantou novamente.

Swimming

When that summer sun comes down
When the season comes around
There will be no ending sighs
We will be ---- by light

When we shake off and wind has change
We will see the point again
Right now we are just keeping the flow

Soon we'll be
Swimming, swimming

It's all over
So let's go on
There's nothing else
So let's go on
We can keep on
So let's keep on
There's no reason

So let's
Make a room

When the hurricane dives down
And everything lies on the ground
There'll be no ending sighs
We will be ---- by lights

It's all over
Let's carry on

Right now
We are just keeping the flow
Soon we'll be
Swimming, swimming

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Educação no trabalho

Recebi por email, achei divertido e resolvi postar, mas quero deixar claro que, em nome das boas relações, sempre uso a versão educada...

SEJA EDUCADO NO SEU TRABALHO

No lugar de: Nem fodendo!
Usar: Não tenho certeza se vai ser possível.

No lugar de: Tô cagando e andando!
Usar: Não vejo razão para preocupações.

No lugar de: Mas que porra eu tenho a ver com esta merda?
Usar: Inicialmente, eu não estava envolvido nesse projeto.

No lugar de: Caralho!
Usar: Interessante, hein?

No lugar de: Foda-se, não vai dar nem a pau!
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização da tarefa.

No lugar de: Puta merda, viado nenhum me fala nada!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.

No lugar de: E na bundinha, não vai nada?
Usar: Talvez eu possa trabalhar até mais tarde.

No lugar de: Aquele cara é um bunda-mole mesmo!
Usar: Ele não está familiarizado com a situação.

No lugar de: Vai pra puta que o pariu, seu viado do caralho !
Usar: Desculpe, senhor.

No lugar de: Bando de filho da puta!
Usar: Eles não ficaram satisfeitos com o resultado do trabalho.

No lugar de: Foda-se, se vira!
Usar: Infelizmente não posso ajudar.

No lugar de: Puta trabalhinho de corno!
Usar: Adoro desafios.

No lugar de: Ah, deu pro chefe?
Usar: Finalmente reconheceram sua competência.

No lugar de: Enfia essa merda no cu!
Usar: Está muito bom, mas , por favor, refaça esta parte do trabalho.

No lugar de: Ah, se eu pego o filho da puta que fez isso!
Usar: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.

No lugar de: Esta merda tá indo pro buraco!
Usar: Nossos índices de produtividade estão apresentando uma queda sensível.

No lugar de: Agora fudeu de vez!
Usar: Esse projeto não vai gerar o retorno previsto.

No lugar de: Eu sabia que ia dar merda!
Usar: Desculpe, eu teria avisado, se tivesse sido previamente consultado.

No lugar de: Cacete, vai sair cagada de novo!
Usar: Apesar do imenso esforço, teremos outra não conformidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O cruzeiro: como tudo começou

Tudo começou com um sorteio, no dia 14 de novembro. Foi num dia em que a Josefine estava vazia e estávamos comemorando o aniversário de um amigo. E olha que foi o único, em toda minha vida, que valeu a pena.

De repente, o telão ou que o proprietário da cartela de número 6317 deveria comparecer à cabine do DJ. Várias pessoas conferiram a minha cartela para ver se era, mesmo, o número sorteado e a última delas, o Valtinho, anunciou: “você acabou de ganhar um cruzeiro, com tudo pago, a não ser bebidas alcoólicas e o traslado BH/SP.” Continuei fazendo cara de paisagem e de fui lacônico: “tá, e agora? Cadê a câmera escondida? Que horas você vai terminar com a pegadinha?” E ele: “você não tá acreditando, né?” Obviamente, eu não estava.

Fomos à chapelaria, ele preencheu um formulário com meus dados, chamou a fotógrafa da casa e fez aquela foto-padrão comigo, mostrando o certificado. Voltei para junto dos amigos que: primeiro, também não acreditavam e segundo, achavam que era pegadinha. O problema era que o prêmio era pra uma pessoa – e Luciano, nessa estória? –, e eu não sabia como resolver o impasse. Fui pra casa esperando que o céu se abrisse, que as trombetas soassem, ou sei lá o quê acontecesse pra me fazer acreditar que era verdade.

Como a correria em novembro estava monstra, disse a mim mesmo e ao Lu que só iria pensar no que fazer em janeiro, depois que o tumulto do final de ano passasse. O Natal passou, o Revéillon passou e janeiro chegou. Tava na hora de resolver como fazer com a casa e com os cachorros.

Mandei um email pra alguns amigos e só um, o mais animado, respondeu: “que estória é essa de cruzeiro gay e que você não me convidou?” Quando contei do que se tratava, foi categórico: “e quando eu passou o cartão de crédito?” Foram dias de ansiedade, por parte de ambos, até que a coisa foi definida.

O pessoal da PromoAção – fofos! – estavam ocupados e o amigo animado e muuuuuito ansioso, de agora em diante, Júnior, contatou uma amiga que era agente de turismo (em Brasília!) e comprou a cabine, junto com o Luciano. Eu ainda estava tenso porque o navio sairia de Santos na sexta, 5/2, e os meninos já tinham recebido seus vouchers-contratos-e-seguros e eu, nada. O email-luz da Roberta da PromoAção chegou no dia 29, falando meio que: “relaxe e goze e esteja em São Paulo no dia 5 de manhã”. Ou seja, chegou a hora de ir.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Dúvida

Sometimes I don't know how to handle all of this.
Sometimes I think the problem is not me. But, sometimes, I'm right that my name should be the problem.
Sometimes I don't know what to do. But, sometimes, I can swear for my life that my decision is the right and only one.
Sometimes I feel like all I want is to run away. But, sometimes, I won't move even if the world and all their beasts are coming to take me.

Às vezes, eu não sei o que fazer e quero fugir. Mas, fugir do quê? De mim mesmo e da minha dúvida cruel?

Sometimes I try hard to believe in some people. I could even say that my eyes don't focus because I force myself into not seeing something that's is hitting me in the head.
Sometimes I feel dumb believing. But, sometimes, I'm right that's all I have to do.
Sometimes I feel bad because I'm not being all I could be. But, sometimes, I dont know it it is worth.
Sometimes I think I can handle everything. But, sometimes, I'm right, I can.

Às vezes, eu me permito acreditar. Mesmo sabendo que não devo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Para os (muito) próximos

Tem verso pra namorado, tem verso pra mãe, tem verso pra irmã, tem verso pra amigo...



MORE THAN THIS
Written by Robert Smith [The Cure]

For a second of your life
Tell me that it's true
Waiting for a sign
It's all I want of you
Your heart hides a secret
A promise of what is
Of something more than this

Just a second of your time
Any one will do
A taste of any other
Is all I want from you
Offer me the world
And how can I resist
Something more than this?

Make believe in magic
Make believe in dreams
Make believe in possible
Nothing as it seems
See, touch, taste, smell, hear
But never know if it's real (But never know if it's real)

For a second of your life
Tell me if it's true
Anywhere we are
Is all I want of you
On your lips lies a secret
A promise of a kiss
Of something more than this

Just a second of your time
Any one will do
To know from any other
Is all I want from you
You've given me the world
You know I can't resist
Something more than this

Make believe in magic
Make believe in dreams
Make believe in possible
Nothing as it seems
See, touch, taste, smell, hear
But never know if it's real (But never know if it's real)

Another second of my life
Not knowing if it's true
Make believe in nothing
Is all I want of you
Whispering the secret
Whispering there is
Always something other
Something more than this


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Viagens

Sempre achei difícil viajar, mas de uns tempos pra cá, descobri que o prazer da viagem é incomensuravelmente maior que o stress de arrumar a mala com tudo, prevendo tudo, pronto pra tudo, disposto a tudo, sendo sempre, o "sabe-tudo". Assim, tenho tido mais vontade de sair daqui e ir pra lá, e de lá voltar, já pensando na próxima partida.

Mas toda viagem implica em mudança, dor, amadurecimento, escolha e poesia, não necessariamente nessa ordem. A questão é equilibrar tudo isso, dentro do possível.

Ver alguém tão próximo, (e que às vezes se tem vontade de mandar pra longe...) se preparando pra viajar e ficar um tempo fora, tão longe, é meio que doloroso. É a velha estória de aproveitar o que se tem, de falar o que tem que falar (bom ou ruim), de rever conceitos, de dar importância a quem merece ou não.

De qualquer forma, viajar tem a ver com mudar: de lugar, de ponto de vista, de caminhos e destinos. Assim, se alguma coisa deixar de ser como era, se uma escolha se fizer necessária, se o jeito de ver for outro, também viaja quem não sai de onde está.